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domingo, 23 de agosto de 2015

ÍNDIA, DARJEELING


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        De Calcutá para Darjeeling, fui de trem dormitório, da empresa Eastern Railway. Quem é Indiano pode comprar seu ticket em qualquer posto, estrangeiro só pode reservar por internet ou como eu estava em Calcutá fui na Fairlie Place, que é um conjunto de prédios da companhia de trens, fica a 10 minutos de ônibus da Estação do Metrô Esplanade, ao custo de 1.290 Rupias, na primeira classe. Mas tinha outra primeira classe que custava o dobro, e as outras categorias custavam até 500 Rupias.  Sentou-se na poltrona ao lado um senhor de idade, acompanhado de alguns jovens tirando foto junto com ele, me pareceu que fosse uma família, mas os jovens desceram do trem, e ficou o senhor e uma outra pessoa, e fomos conversando bastante, disse ser economista, e havia feito Doutorado no MIT. Logo ligou no celular a esposa dele, e até eu falei com ela, pois eles já haviam visitado o Brasil. Estava indo a Jalpaiguri participar de um Congresso de Economia. Então apareceram alguns policiais que deram continência à ele, e percebi que era alguém importante. Esta guarnição da policia acompanhou no vagão até o final da viagem, e o acompanhante era um policial, dando proteção à ele também. Então perguntei o nome dele: Dr. Asim Dasgupta. Quando cheguei em Darjeeling acessei a internet e pesquisei o nome dele. Ele foi Ministro do Estado Indiano de Bengala por 24 anos. Para maiores informações acessem a Wickpedia.

        O trem vai até a Estação New Jalpaiguri, de lá até Darjeeling, dá 108 km, eu e dois estudantes irlandeses dividimos um taxi por 500 Rupias cada. Demorou umas 2 horas. E acabei ficando no mesmo hotel que eles, ao custo de 800 Rupias por dia, sem café da manhã. Onde conheci um Indiano que está viajando por estes lados é o Rish, ele é médico no Estado do Punjab. E também conheci a Wu, que é chinesa, mas trabalha em Dubai.

prédio do governo de Bengala

 
       Darjeelig, fica em Bengala Ocidental, na cadeia inferior do Himalaia (Montes Chivalik). Estamos a 2134 mt de altitude. Divisa com o Nepal. Com muitas plantações de chá. Cachoeiras e visuais incríveis, infelizmente o mal tempo não me permitiu passear muito, aproveitei para descansar.

        A má impressão que tive em Calcutá, mudou aqui em Darjeeling, é uma cidade mais limpa, e também um pouco mais organizada.

        Aqui os motoristas de taxis se organizaram em gangs, eles se falam entre sí para praticarem preços altos, e tem muitos intermediários, todos querendo ganhar. Você é meramente dinheiro, eles se esquecem que é o turista que traz divisas para a região, dinheiro este que alimenta suas famílias. Só eles querem ganhar. O Estado deveria regular esta atividade, para que se pratique uma tabela única para todos os taxistas. Então não se esqueçam, tomem muito cuidado ao contratar um passeio. Em relação às demais moedas do mundo é barato, mas não é por isto que devemos jogar dinheiro pela janela.

        Nesta região existe uma presença marcante do Cristianismo, com a construção de várias Igrejas.

        A pedidos de alguns leitores deste Blog, vou incluir pratos típicos, como disseram, faz parte da cultura de cada lugar. Esta foto é do Momo, pronuncia-se Mumus, é feito de Repolho, e recheado com outros vegetais, ou pode ser recheado com frango ou queijo. Sempre acompanhado do Chili.
        Darjeeling merece uma segunda visita quando as chuvas acabarem, fica mais pra frente.
 

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