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domingo, 30 de agosto de 2015

TAJ MAHAL, INDIA





 

        Em Agra visitei o famoso Taj Mahal. Este lugar sempre foi pra mim muito distante. eu achava que era inatingível, nunca esteve nas minhas perspectivas. e hoje cá estou, é muito legal você atingir o inatingível.

        Esta suntuosa construção, é o mais conhecido monumento do país. Encontra-se classificado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Foi recentemente anunciado como uma das sete maravilhas do Mundo em 7 de julho de 2007.

        A obra foi feita entre 1632 e 1653  com a força de cerca de 20 mil homens trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar neste magnífico monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal ("A joia do palácio"). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.

        Assim, o Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Alcorão. É incrustado com pedras semipreciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. A sua cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes.

        Supõe-se que o imperador pretendesse fazer uma réplica do Taj Mahal original na outra margem do rio, em mármore preto, mas acabou morto antes do início das obras por um de seus filhos.

        Este é o cartão postal da Índia, não deixem de visitar, não é à toa que é uma das sete maravilhas do mundo. Não tem como não gostar. Construção majestosa e jardins muito bem cuidado. O ingresso custou 750 Rúpias.

        Após 19 dias na Índia, e ter visitado uma pequena parte deste imenso país, começo a ter uma opinião sobre o povo indiano. Visitei desde a metropolitana capital, Delhi, até vilarejos pequenos como Fatehpur Sikri, próximo de Agra.

        Ví muita pobreza e falta de infra estrutura, mas a população jovem tem muita vontade de mudar de vida, estudam, e apesar de todos os pontos negativos é uma população feliz com o que possui. E, acima de tudo muito religioso, Muçulmano ou Hindu (religião), Budista ou Cristão, estão sempre rendendo homenagens aos seus deuses, com muita alegria.




 
 
        Esta população jovem tem muita curiosidade do mundo ocidental, em muitas situações eu me ví como a atração do local, eu sou diferente neste ambiente, apesar da minha aparência com a casta brahma como disse meu sobrinho Alexandre. Eles pedem para tirar foto comigo. São muito amigos, hoje por exemplo, eu estava num ônibus regular, e estava falando com o guia que me auxiliou na visita, e não tinha sinal de celular para incluí-lo no meu watsap, e um garoto de 18 anos chamado Sikandar Raza, se aproximou de mim, e disse para eu fazer conexão, pois ele havia compartilhado o sinal do celular dele para o meu. Quando que isto ocorre no Brasil, nunca! E dalí até o final da viagem fomos conversando, e todos os demais jovens prestando muita atenção e participando da conversa. E dias atrás também em uma visita em New Delhi, um casal de jovens se aproximou e começou a conversar comigo e tiramos foto juntos, ele chama-se Suraj Chauhan e ela Neha, mais novos amigos. Além do Rishi Shing, que conheci em Darjeeling, e é médico em Amritsar, Índia, na foto juntamente com a Wu, que é chinesa, mas mora em Dubai. todos novos amigos nesta minha jornada.

        Apesar de tudo isto, houve também o lado ruím, quando eu estava em Delhi, a caminho do Museu Ghandi, usando meu IPad para acessar o mapa na rua, dois jovens em uma motocicleta passaram por mim, e o garupa arrancou das minhas mãos o IPad, mas como eu segurei forte, ele deixou cair no chão, e graças a Deus ele não conseguiu me roubar.

        Infelizmente isto existe em todas as partes do mundo, aqui não seria diferente, mas isto não significa que o povo seja assim, com certeza é alguém desvirtuado.

        Em todos os lugares que fui, a recepção sempre foi muito boa e amigável.

        A maioria da população é vegetariana, mas alguns comem frango, suíno em pouca quantidade, e boi nem pensar, pois ele é sagrado na Índia, não pode ser abatido para alimentação.

        Usam muito grão de bico, batata, cenoura, cebola, chili, tomate. Sempre acompanhado do Bathurey, uma espécie de pão sírio, ou arroz. Sempre acompanhado do chá com leite, herança dos ingleses.

        Bebida alcoólica só em restaurante, e é muito cara, não ví nenhum indiano bebendo cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica, normalmente quem consome são turistas estrangeiros.

        Outra grande herança da colonização inglesa foram as ferrovias, a malha ferroviária abrange todo o território indiano, é o mais importante meio de transporte daqui. Totalizam 65.000 quilômetros. O sistema tem 150 anos, carrega bilhões de passageiros por ano. As estações tem a mesma arquitetura londrina.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

INDIA, NOVA DELHI

 


 


        Hoje visitei o Humayun’s Mausoleum, que foi imperador, é um prédio muito grande, sua plataforma tem 12.000 m2 e a tumba tem 47 metros de altura, e suntuoso, pois foi usado muito mármore. Foi recentemente restaurado. É um exemplo da influência Persa na arquitetura Hindu. Dizem que esta construção foi precursora do famoso Tah Mahal em Agra. Está em um jardim muito bem cuidado e bonito, circundado por muralhas. Com portais muito bonitos. Nos jardins constatei a presença de muitos jovens, casais de namorados, famílias que vão ao parque para passear, e ou namorar, pois para os indianos, o ingresso custa só 10 Rupias. Mas estrangeiro paga 250 Rupias.



        Ao lado existem outras tumbas de outros nobres, não tão suntuosas como a do imperador, é claro, ele era o chefe.

        Para chegar lá pegue o metro linha purpura até a estação JLN Stadium, pode ir à pé 20 minutos, ou pagar 40 Rupias num Ritchat, movido a pedaladas.

 
 
        De lá peguei um Tuk Tuk que me levou até o Bahai Temple, também conhecido como Lotus Temple, pois sua construção tem a forma da flor de lótus. É uma casa de adoração Bahá’l, com capacidade para 2.500 pessoas. Sua superfície é de marmore branco. O edifício foi concluído em 1986 e serve como templo mãe no subcontinente indiano. Ele já ganhou inúmeros prêmios de arquitetura e tem sido destaque de centenas de artigos de jornais e revistas. É rodeado por um imenso jardim e nove lagos, muito bonito e bem cuidado, e utilizam por dia 300.000 litros de agua reciclada por eles mesmo, para manutenção dos jardins e para molhar as plantas e arvores sempre verdes. Tudo isto em um terreno de 105.000 m2. A maior parte dos fundos necessários para comprar o terreno foram doados por Ardishír Rustampúr de Hyderabad, Índia, que deu suas economias de uma vida inteira para este propósito, em 1953. Como em outros templos, tem que tirar os sapatos para entrar no templo. E dentro do templo não pode tirar fotos. Não deixem de visitar é um templo único no mundo, nunca ví nada igual. Vale a pena, e o melhor de tudo é que não cobram ingresso.

        Em seguida fomos ao India’s Gate, é uma construção semelhante ao Arco do Triunfo em Paris, com 47 metros de altura, está situada em um enorme parque com jardins lindos e bem conservado. é um monumento nacional. Homenageia os soldados mortos durante a Primeira Guerra Mundial e Guerras anglo-afegãs de 1919. Chamado inicialmente Memorial de Todas as Guerras Indianas, foi construído pelo arquiteto Edwin Lutyens. Os nomes destes soldados, 85 000 no total, estão inscritos nas paredes do monumento.

        A construção da Porta da Índia, de um estilo claramente colonial, começou em 1921 e terminou em 1931.Desde 1971 que se encontra sob o monumento um túmulo do soldado desconhecido com uma chama eterna, conhecida como Amar Jawan Jyoti, dedicada a honrar os soldados desconhecidos mortos nos confrontos entre Índia e Paquistão que tiveram lugar nesse mesmo ano.


        Na mesma avenida encontra-se a casa do presidente, próxima do Parlamento. Apesar de recente a construção manteve o estilo britânico.


        A presença cristã na cidade é pequena, como se vê esta é St James Church em Nova Delhi, e na Old City encontrei uma Igreja Batista e a St Mary’s Church, que não pude fotografar, pois abria os portões somente no domingo.

        Lakshimi Narayan Temple, conhecido como Birla Mandir, foi construído em 1938 pelo industrial B.D. Birla, e foi o principal local de trabalho de Mahatma Ghandi, que o inaugurou. É uma perfeita combinação no uso do mármore branco e o arenito vermelho.


        O templo é uma homenagem ao deus Vishnu, protetor do universo e um dos mais importantes de toda a mitologia hindu, mas é Krishna, a oitava das suas dez encarnações, que assume o papel principal uma vez por ano. O festival Janmashtami, destinado a celebrar o seu aniversário, é uma das maiores atrações do Laxmi Narayan.

        Não se permite tirar fotos dentro do templo.


        Gurudwara Bangla Sahib, é um enorme templo, branco com um cúpula dourada, é a mais importante casa de culto Sikhi de Nova Delhi, situa-se perto do Connaught Place.

        No interior do templo, foi usado muito ouro na decoração.

        Nos jardins internos do templo existe uma espécie de  lagoa  conhecida como o “Sarovar”, cuja água é considerada santa e com poderes milagrosos de cura.

        No Langar Hall são servidas por dia 10.000 refeições para a população pobre, não necessariamente Sikhi, pessoas de qualquer religião. É uma importante e nobre causa para diminuir a fome da população menos privilegiada. Eu fiquei sensibilizado e fiz um donativo.

        A cozinha e os utensílios são enormes, e os alimentos são preparados por voluntários.

        Para entrar no templo, além de tirar o sapato e meias, tem que cobrir o cabelo, lavar as mãos e os pés.


        Em seguida fui ao Jantar Mantar, construído em 1724, foi feito de arenito vermelho, e era usado como observatório astronômico. Um deles marca a hora pela sombra do sol. É muito perto da estação central do metro, a Rajiv Chowk. O ingresso custa 100 Rúpias.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

ÍNDIA, NOVA DELHI



De Bangtok, fretamos um taxi que nos levou até Siliguri, ao custo de 550 Rúpias cada, juntamente com os dois irlandeses e o indiano. Os irlandeses seguiram para Varanassi de trem. Eu e o indiano, seguimos para o aeroporto de Bagdogra e pegamos um voo para Nova Delhi, ao custo de US 90.

        Em Nova Delhi, comprei um cartão do metrô, onde você põe crédito e usa até acabar, pegamos o metrô até a estação central, como a nossa Estação da Sé (centro de São Paulo), eu fui para a Estação R K Ashram Marg, pois ao seu redor existem vários hotéis com preço bom. E ele seguiu para a Estação de ônibus, para seguir viagem para sua cidade, próximo de Amritsar.

       Hospedei-me num hotel razoável, por 950 Rúpias por dia, com ar condicionado, e banheiro privado, sem café da manhã.




        No dia seguinte peguei o metrô até a estação Qutub Minar, onde se localiza uma construção fantástica com o mesmo nome, é o minarete de tijolo mais alto do mundo, e um importante exemplo de arquitetura indo-islâmica. Foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco em 1993.

        Mede 72.5 metros de altura. O diâmetro da base mede 14.3 metros enquanto que o diâmetro do chão do topo mede 2.75 metros.

        Rodeando o minarete existem vários exemplos de arquitetura indiana do tempo em que foi construído em 1.193, por Qutab-ud-din Aibak imediatamente após a derrota do último reino hindu de Delhi        

        No local tem também uma Mesquita chamada Quwwat-ul-Islam Mosque, é a primeira mesquita a ser construída na India. Tudo muito limpo e cuidado, os jardins estavam impecáveis. O ingresso custou 250 Rupias.



         Visitei o Shri Digambar Jain Lal Mandir, próximo do Red Fort, é o mais antigo e mais conhecido templo Jain em Delhi. Localizado, na intersecção da Netaji Subhas Marg e Chandni Chowk, Originalmente construído em 1656. Um impressionante templo de arenito vermelho hoje (o templo passou por muitos alterações e acréscimos no passado e foi ampliado no início do século 19), é popularmente conhecido como Lal Mandir "Templo Vermelho". Haviam muitos visitantes, a maioria eram religiosos, e todos tinham que tirar os sapatos, para entrar no templo.


        Gurdwara Sis Ganj Sahib , é um dos nove gurdwaras históricos em Delhi. Estabelecido pela primeira vez em 1783 por Baghel Singh para comemorar o site martírio a nona Sikh Guru, Guru Tegh Bahadur . Situado em Chandni Chowk em Deli velha , o que marca o local é que o Sikh Guru foi decapitado por ordem do imperador Mughal o em 11 de Novembro 1675, Aurangzeb , por se recusar a se converter ao Islã. Mesmo ritual, tem que tirar o sapato, e ainda passar por um pé dilúvio, para não levar impurezas para dentro do templo, e tem que cobrir a cabeça. Fiquei um tempo dentro do templo ouvindo a liturgia deles, que dava uma sensação de muita paz.

        Hindu Gauri Shankar Temple, foi construído por um Maratha geral Appa Gangadhar em 1761. É o mais sagrado de todos os templos de Shiva de Deli. Devotos entram através dos degraus de mármore, ladeada por colunas esculpidas com correntes e sinos que se abrem em um pátio espaçoso. No principal santuário as estátuas são cheias de jóias de Gauri ou deusa Parvati e Shankar ou Lord Shiva em pé sob o pálio prata e marrom antigo pedra lingam, que descansa em uma bola de gude 'yoni' envolto em prata e coberta com serpentes de prata.
Santuários de outras divindades estão na linha da parede sul.
 
 

        Na mesma região da Chandni Chowk, ou Old Delhi existem vários mercados, achei muito interessante o Spice Marchet, onde você encontra tudo para tempero, e especiarias, pimentas.



 
        Bem próximo também tem o Jama Masjid, é a principal mesquita da India, localizada na cidade de Delhi. Encomendada pelo imperador Mughal Shah Jahan, o construtor do Taj Mahal (em Agra), e concluída no ano de 1656, é a maior e mais conhecida mesquita no país. Ela está na origem de uma rua muito movimentada na área central de Deli. O ingresso custou 300 Rupias.






        Red Fort, era a residência do imperador Mughal da Índia. 
Construído em 1648 pelo quinto imperador Mughal Shah Jahan como o palácio de sua capital fortificada Shahjahanabad, o Forte Vermelho é conhecido para suas paredes maciças delimitadoras de arenito vermelho. O complexo de Fort representa o auge da criatividade Mughal Shah Jahan, embora o palácio foi planejado de acordo com protótipos islâmicos, cada pavilhão contém elementos arquitetonicos característicos dos edifícios Mughal que refletem uma fusão de Timurid e tradições persas. foi tombado como Património Mundial da UNESCO em 2007.

        Tudo muito limpo e relativamente conservado, os jardins muito bonitos também. Imperdível. O ingresso custou 250 Rúpias.