Stupa dourada em Vientiane, símbolo
do Laos
De
Chiang Rai, na Tailandia, para o Laos, pegamos um ônibus convencional que
demorou 16 horas para chegar a Luang Prabang, que teve custo de 950 Bath por
pessoa. Tínhamos a opção de ir de barco, que demora 2 dias, sendo 14 horas de
navegação, com um intervalo para passar a noite no caminho, ao custo de 1.100
Bath por pessoa, conhecemos duas jovens que fizeram a viagem de barco que disseram
que o barco estava lotado e que tiveram que se sentar no chão do barco, não aproveitando
o visual. Demonstrando falta de profissionalismo na área do turismo por parte
do Laos.
O Laos
vive ainda no século XVIII, com muita pobreza, ignorância e nenhuma infraestrutura:
não possui autoestradas, energia nas áreas rurais, apesar de exportar energia
elétrica para a Tailândia.
Na
fronteira tivemos dificuldade de comunicação, pois os funcionários da
imigração, pasmem, não falam uma palavra em inglês, é um absurdo.
Mas,
apesar de tudo chegamos inteiros em Luang Prabang, que é uma pequena cidade
muito procurada por mochileiros, jovens de todas as nações, atrás de aventuras,
ecoturismo, trekking, etc.
Nosso
primeiro passeio foi para a Cachoeira Tad Sae. Contratamos um Tuk-Tuk por 100.000
Kip, mais um pequeno barco por 10.000 Kip e o ingresso na cachoeira 15 .000 Kip.
Entretanto chegando lá a cachoeira não tinha água naquele momento, fato que não
nos foi avisado pelo motorista que tentou “empurrar” outro passeio para outra
cachoeira por um preço altíssimo, posteriormente reduzindo-o em quase três
vezes! Fazendo assim perdermos dinheiro, tempo e paciência.
Voltando
para a cidade entramos em um escritório de turismo e contratamos uma minivan
para a Cachoeira Kuang Si, por 60.000 Kips por
pessoa, mais o ingresso para a entrada no complexo, que nos custou 20.000 Kip
(um real vale 2.593,96 Kips).
Esta
pelo menos tinha agua, muito bonita, agua verde esmeralda. Depois de uma trilha
bem íngreme, em direção ao topo da cachoeira, chegamos a um pequeno lago, onde
andamos em uma jangada feita de bambu, que nos custou 20.000 Kips, vale a pena
visitar.
À
noite pra variar fomos a um mercado noturno, uma feirinha bastante movimentada,
onde se compra e se come de tudo.
O
hotel nos custou US$ 20, um preço bom, porém não tínhamos café da manha.
No
outro dia compramos uma passagem de ônibus leito (VIP SLEEPING BUS), para
Vientiane (capital Laosiense), por 150.000 Kips, que, pelas fotos da agência
era uma maravilha. De fato, quando chegamos ao terminal de ônibus, lá estava
ele, com dois andares, poltronas como camas, vários turistas estrangeiros,
gente bonita, tudo indicava que seria uma viagem maravilhosa.
Ledo
engano, na primeira esquina, depois da rodoviária, o ônibus parou e começaram a
entrar passageiros clandestinos, que foram se alojando no chão entre as nossas
poltronas, gente se esfregando nos nossos braços, pessoas com pouca ou nenhuma
higiene pessoal. O sonho logo virou pesadelo. E não para por aí, foram diversas
paradas em vilarejos, onde entravam e saiam passageiros clandestinos.
Não
existem no Laos estradas como conhecemos, são caminhos que atravessam vários vilarejos,
e aquele enorme ônibus mal cabia na pista de ponta a ponta, devido as muitas
curvas. Levamos 10 horas para percorrer 338 km, uma média de 34 km por hora.
Além
de tudo, alguns passageiros locais, em plena madrugada, falavam no celular em
voz alta, povo ignorante que não respeita locais públicos. Afinal este
transporte, como o próprio nome diz, é para dormir.
Concluindo
pessoal, se algum dia forem para o Laos, recomendo não andarem de barco ou de
ônibus, somente de avião.
Palácio Presidencial do Laos
Finalmente
chegamos à capital Vientiane, uma cidade do tamanho de Osasco, com 700.000
habitantes, para irmos ao centro pegamos um Tuk-Tuk que nos levou por 30.000
Kips.
E
contratamos um veículo, semelhante a um taxi, para nos levar ao XiengKuane Buddha Park, um complexo de
estatuas religiosas, que fica a 25 km da cidade e também fazer um city tour e
depois nos deixar no aeroporto no final
do dia, que nos custou 450.000 Kips.
O
Buddha Park é de uma beleza estranha, é composto por aproximadamente 250 obras
espalhadas em um jardim, o curioso é o forte sincretismo entre o Hinduísmo e o
Budismo contido nestas. As figuras têm partes de animais e partes de humanos, e
havia em muitas delas a representação de uma dominação do divino e o adorador,
este ficava sempre submisso diante da divindade, pagamos 5.000 Kips o ingresso.
Na
cidade visitamos o Patuchai, uma
estrutura semelhante ao Arco do Triunfo na França. É dedicado àqueles que
lutaram na luta pela independência da França. Onde pagamos 3.000 Kips por
pessoa para subirmos ao topo.
O Wat Si Saket Museum é um templo que
abriga 10.000 estatuas de Buda, e sobreviveu a guerra franco siamesa de1828 por
ser um lugar sagrado. e pagamos 10.000
Kips por pessoa para visitarmos.
Erguido
em 1566, a mando do Rei Saysetthathirath, o Pha
That Luang é o monumento mais importante do Laos, tido como o verdadeiro
símbolo do país. A stupa dourada, que representa, ao mesmo tempo, o
budismo e a soberania, é cercada por mais 30 stupas menores, com uma base
que mede 69m de comprimento por 45m de altura, e um topo coberto com folhas de
ouro.
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