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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ÍNDIA, MACLEODGANJ


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        De Amritzar para Dharansalha peguei um ônibus no BusTerminal, não de turismo, daquele barulhento e sujinho mesmo, mas é o mais barato, a viagem durou 7 horas, ao custo de 240 Rupias. De Dharansalha até Macleodganj, outro ônibus por 13 Rupias.


        No caminho, a alguns quilômetros de Dharansalha ví que ia valer a pena esta dura jornada, tive a primeira visão do Himalaia, deste outro lado da Índia, estava um dia ensolarado e sem nuvens.

      É nesta cidade que mora o Dalai Lama, líder espiritual e politico do Estado Tibetano no exilio, após a violenta e sangrenta invasão dos chineses num país independente, matando covardemente vários monges tibetanos desarmados e a população em geral. Como é um país pacifista não tem exercito. Violando quaisquer direitos de soberania de um estado constituído e reconhecido por todas as nações do mundo. Tal situação perdura até hoje, e não tem solução, pelo menos à médio prazo.

        É uma cidade muito pequena, mas muito simpática e limpa, a influência tibetana é vista de imediato, a dona do hotel onde me hospedei é tibetana. Custou 800 Rúpias por dia.

                                                         DALAI LAMA HOUSE
        As atrações turísticas são: o Dalai Lama Templo, onde tem a casa dele, é uma construção muito simples, sem nenhuma suntuosidade, como transparece da figura do morador da casa. Infelizmente não pude vê-lo, pois estava na Inglaterra, mas ele anda pela cidadezinha tranquilamente conversando com as pessoas, com a simplicidade que lhe é inerente.


        O Dal Lake com um templo Hindu a 4 quilómetros do centro da cidadezinha.


        A cachoeira de Bhagshunag a 2 quilómetros, que é muito bonita.


        E a Church of Saint John in the Wilderness, construída em 1852 para que os ingleses e suas famílias frequentassem, é a única Catedral em estilo gótico no norte da Índia. Até aqui Jesus Cristo se faz presente.


 
 
 
        Próximo do mercado existe também outro templo Budista, com a stupha de sempre, e do lado de fora as rodas de oração, onde os devotos rodam todas no sentido horário recitando as palavras “OM Mani e Padme Zumbem”, e surtem o efeito de dizer todas aquelas orações por mil vezes.

        Existem muitas clínicas de Ayurvedic, que é um tratamento natural, que usa ervas e produtos da natureza, inclusive massagem.

        Nesta minha viagem, eu adotei como missão, todo domingo comprar um pacote de bolacha e dar para uma criança necessitada, mas esta em especial deu um sorriso tão lindo que não pude deixar de fotografar e postar aqui. Sei que é pouco, mas se cada um fizer o seu “pouco”, muitos serão ajudados.

domingo, 13 de setembro de 2015

ÍNDIA, AMRITSAR



GOLDEN TEMPLE

        De Varanassi, peguei um sleep trem até New Delhi,  ao custo de 1.300 Rúpias, e na estação do metrô Kashimira Gate peguei um ônibus tipo para turista, para Jalamdhar, ao custo de 750 Rúpias, e outro ônibus regular, daqueles barulhentos que vão parando em todo lugar para pegar mais passageiros, para Amritsar, ao custo de 80 Rúpias. Esta odisseia demorou aproximadamente 7 horas.




        Amritsar é uma grande cidade do estado do Punjab, no Noroeste, muito próximo da divisa do Paquistão, com mais de 1 milhão de habitantes, fundada em 1577, é o centro da religião Sikh, onde está localizado o Golden Temple, ou Harmandir Sahib, o mais importante desta religião. Foi construído de 1574 a 1604, é ladeado por um grande lago sagrado (sarovar), que as pessoas se banham para receber bênçãos. O complexo tem quatro entradas, para dizer que está aberto para todas os credos ou religiões, homens ou mulheres, ricos ou pobres, para orar, ou simplesmente ouvir suas músicas. Para ter acesso precisa lavar as mãos e os pés, deixar os sapatos do lado de fora, não beber bebida alcoólica e não comer carne, durante a visita. Além de cobrir a cabeça.


        No Gurdwara foi utilizado muito mármore branco de muito requinte, e pedras semi preciosas incrustadas no mármore. E a parte externa do piso superior é coberto com placas douradas. Grande parte deste material foi doado pelo Marajá Ranjit Singh. Dizem que no domo dourado tem uma cobertura de 750 kg de ouro.


        É um local magnífico, muito limpo, apesar do grande volume de peregrinos que vão louvar seu deus.. A adoração de seus religiosos é muito impactante, se prostram no piso em respeito e submissão à sua crença.

        Existem na cidade outras atrações turísticas, mas são ofuscadas pela beleza deste complexo.

        Hospedei me num hotel razoável, com ar condicionado e wi-fi, sem café da manhã por 750 Rupias.

        Após 32 dias de viajem pela Índia, e as recentes notícias sobre o crescimento dos países ao longo dos primeiros seis meses deste ano, onde a Índia foi o país que mais cresceu do mundo, eu arrisco afirmar que este país é o pais do futuro. Em todos os lugares que eu passei existem obras, não daquelas obras “tapa buraco”, são free ways, enormes viadutos, grandes hospitais. Muitas, mas muitas escolas, abarrotadas de estudantes, formando a próxima geração com sabedoria. Até agora não ví nenhum pedaço de terra sem que tenha uma plantação, ou milho, ou abacaxi, cana de açúcar, reflorestamento de eucalipto, entre outros produtos agrícolas.

        É claro que falta muita coisa por fazer, mas eles estão no caminho certo. Em algumas casas da população mais carente por exemplo, não tem banheiro, tratamento de esgoto ainda é luxo. Mas creio que na próxima década, haverá um choque cultural, associado à pesados investimento em saneamento básico e campanhas iguais às que tivemos no Brasil a 30 anos atrás, do “sujismundo”, muitos devem lembrar-se dele, uma figura suja rodeada por mosquitos, que representava as pessoas que não deixavam a cidade limpa, surtiu efeito para nós, hoje temos cidades limpas, as pessoas jogam lixo no lixo. O que não ocorre aqui na Índia. Espero ainda ver este quadro otimista.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

ÍNDIA, VARANASI



        Varanasi é uma das mais sagradas e místicas cidades do país. O seu nome significa Porta do Céu, com tradições religiosas que remontam mais de 3.000 anos. A cidade abriga o Rio Ganges, o mais sagrado da Índia. O Rio Ganges, é sem dúvida a principal atração da cidade, mas em suas margens há de tudo um pouco: fiéis fazendo orações e entregando oferendas, sadhus – homens santos – meditando ao lado de turistas, pessoas praticando ioga, além de muito esgoto, sujeira, mulheres lavando roupas e corpos sendo cremados. Todos os dias milhares de peregrinos vão se purificar nas águas santas do Ganges. Fica a 12 horas de trem de Khajuraho, fui de sleep train ao custo de 690 Rúpias. E hospedei-me num hotel simples, mas com ar condicionado, wi-fi gratuito, e banheiro dentro do quarto, ao custo de 990 Rúpias por dia.
Resultado de imagem para crematorio em Varanasi
        Uma visita que me impressionou e chocou, foi ao crematório, se é que pode chamar aquilo de crematório. Os corpos são queimados ao ar livre, em fogueiras semelhantes às que fazemos nas festas juninas. Eu vi parte de corpos no meio do braseiro, e o restante do corpo já consumido pelas chamas. É muito estranho ver, ao vivo e à cores, o corpo de um semelhante sendo queimado, sendo consumido pelas chamas. Não é permitido tirar fotos do lugar. Pessoas de idade se dirigem à Varanasi para esperar a morte chegar, e ter o privilégio de ser cremado ao lado do Rio Ganges, e suas cinzas jogadas no rio sagrado. Acredita-se que procedendo assim vai direto para o céu. Por dia são realizadas de 150 a 200 cremações.


        Á noitinha, por volta das 19 horas, em frente ao rio Ganges, no Ghat Dasashvamedha aconteceu uma cerimônia hindu, muito bacana com o uso de luminárias de fogo sendo manejadas por vários homens, com muita destreza, e um guru fazendo as preleções inerentes àquela comemoração. Muitas pessoas presentes, inclusive peregrinos de outras regiões se deslocam para participar deste evento. Ghats são escadarias ao lado dos templos e santuários, onde acontecem as manifestações religiosas, inclusive a cremação. São vários Ghats que se espalham ao longo de 6 km. às margens do Ganges.


        A cidade abriga vários templos e palácios da época dos Maharajás, mas o que chama a atenção são as manifestações religiosas que imperam na cidade.
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        Como em toda cidade da Índia, não podia faltar o Mercado, em ruas muito pequenas, um verdadeiro labirinto, além de ter que dividir o pequeno espaço com as vacas. Ali se vende de tudo, roupa, comida, oferendas aos deuses, tapeçaria, etc...





        Sarnath é um distrito ao norte de Varanasi, fica a 45 minutos de moto, é um pouquinho mais limpo e organizado, alí abriga vários templos Budhistas. Inclusive um Templo construído juntamente com o governo Thailandês. Este passeio, ida e volta custou 500 Rupias.



        No dia seguinte peguei um barco e fui ver os Ghats à partir do rio, vista impressionante das pessoas banhando-se no rio ao amanhecer, ou se purificando de graças alcançadas.

ÍNDIA, KHAJURAHO (TEMPLO DO SEXO)



        Khajuraho é famoso pelo conjunto de templos construído entre o século 10 e 11 e tombado com Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O diferencial deste templo é que ele é o único templo do mundo cujas paredes externas estão decoradas com posições do Kama Sutra. Acredita-se que assim foi feito, para que os devotos deixem do lado de fora do templo os pensamentos eróticos, e entrem com a mente limpa para a adoração dos deuses.  

      No período de sua construção os governantes seriam seguidores do culto tântrico, que crê na gratificação dos desejos terrenos como um passo adiante para atingir a libertação total (e posteriormente o Nirvana).
 
                                     Shri Shantinath Temple
  
              Impressiona a riqueza de detalhes nas fachadas dos templos, retratando o dia a dia daquela época. Muito bonito.

 
        Além dos templos tem uma bonita cachoeira chamada Raneh, no Ken River. Este período é o período de seca, no período de chuvas as rochas desaparecem, de tanta agua que passa por ali, é muito bonito.
  
        De Orchha  para Khajuraho de trem com ar condicionado (202) km, demorou 6 horas, ao custo de 495 Rúpias.
        Um aviso aos turistas, cuidado com os guias locais, eles tem uma conversinha muito boa, e acabam de levando para comprar objetos, dizendo que vai te pagar um chá ou relachar. Não aceitem estes convites para chá, que é maracutaia. Chegam a ser desonestos.
       
 
 
 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

ÍNDIA, ORCHHA

                                                        Palácio Raja Mahal

        De Agra, peguei o trem até Jhansi, distante 16 km até Orchha, ao custo de 400 Rúpias, em cadeira com ar condicionado, a viagem demora aproximadamente 4 horas. A cidade de Orchha é uma ilha formada no rio Betwa.


        O Palácio Raja Mahal começou a ser construído em 1531, por Raja Rudra Pratap, e sua construção terminou em 1539, por seu sucessor Madhukar Shah. É uma grande fortificação com a cidade Palácio, que aparenta ter sido muito luxuosa e importante. Atualmente estão fazendo pequenas reformas para melhor receber os turistas, mas fica muito longe de uma restauração, o que é uma pena, pois se restaurado traria muito turista a esta pequena cidade.




        Jahangir Mahal, também conhecido como Orchha Palace foi construída pelo Rei Vir Singhi Deo no século XVII, prestando honras ao Rei Mughal Jahangir. Está localizado no anexo do Palácio Raja Mahal. Outra magistral construção, com riqueza de detalhes que deixam vestígios da suntuosidade que foi, mesmo após 400 anos. Ao lado deste anexo existem outras ruinas da antiga cidade, mas não estão bem cuidadas, muito mato.



        Chaturbhuj Temple, dedicado ao deus Vishnu, o nome deste templo em Sanscrito significa aquele que tem quatro braços. Foi construído pelos Bundela Rajputs, no século XVI. Tem altas torres em forma de pinhas construídas em cima de uma plataforma alta de 4,5 metros (15 pés) de altura. A altura total do templo é de 105 metros (344 pés) de altura. A subida até a plataforma é íngreme e sinuosa, mas vale a pena o visual lá de cima. Alí fui conduzido por um guia surdo e mudo, verdade, ele conhece aquilo como a palma da mão dele, e me levou até o topo por apenas 120 Rúpias.

        Ran Raja Mandir, é um templo que traz para Orchha muitos peregrinos para a adoração aos deuses do Hinduismo. O seu pátio interno é um enorme Bazar.



        Cenotáfio de Jashwant Singh (imperador) esta construção foi realizada por sua mãe Amar Kunvari em 1684, após a sua morte. Foi um local de adoração dos deuses. Está localizado nas barrancas do rio Betwa. Não está restaurado, mas possui um jardim muito bonito e bem conservado.



        Laxmi Temple, foi construído pelo Rei Veer Singhj Deo, e dedicado ao deus da saúde e prosperidade. Internamente é decorado com muitas pinturas que sobreviveram até hoje, mostrando os deuses e seus feitos. Apesar de não estar restaurado é muito bonito. Está localizado numa pequena colina, que é o ponto mais alto da cidade de Orchha.

        Todos estes locais podem ser visitados caminhando, pois são muito próximos, e você compra um único ticket por 250 Rúpias para todos os lugares, com validade para um dia.